Em matéria divulgada recentemente pela CANNAREPORTER, por Laura Ramos, a autora aponta que o Brasil está se posicionando para ser uma das próximas potências mundiais do cânhamo medicinal.
Conforme a matéria, o Brasil reúne todas as condições para se tornar uma referência global na produção de cânhamo medicinal. O setor, que até pouco tempo era alvo de restrições severas, hoje começa a ganhar respaldo científico, jurídico e regulatório — abrindo caminho para um novo ciclo de desenvolvimento econômico e social.
Dentre os pontos destacados, estão:
Expansão do mercado e demanda crescente
O número de solicitações de importação de derivados do cânhamo cresceu de forma exponencial nos últimos anos, saltando de 850 em 2015 para mais de 58 mil em 2022. Esse movimento demonstra a urgência de uma cadeia produtiva nacional capaz de reduzir custos e ampliar o acesso.
Estrutura regulatória em evolução
Decisões recentes do Superior Tribunal de Justiça (STJ) consolidaram o direito ao cultivo de cânhamo para fins medicinais e determinaram que a Anvisa avance com regulamentações específicas. Além disso, a inclusão oficial das flores de cânhamo na Farmacopeia Brasileira, em 2024, trouxe segurança técnica e científica ao setor.
Pesquisa estratégica e base agrícola sólida
A Embrapa iniciou um programa de 12 anos com foco na adaptação de variedades de cânhamo ao clima brasileiro, construção de um banco de sementes e criação de polos de produção. Trata-se de uma estratégia semelhante à que já transformou culturas como a soja e o algodão em sucessos internacionais.
Caminho para protagonismo
Com clima favorável, expertise agrícola e mercado em franca expansão, o Brasil tem diante de si a oportunidade de se tornar líder mundial no segmento de cânhamo medicinal. O desafio está em alinhar ciência, regulação e política pública para que o potencial não se perca em meio à burocracia.
O país tem em mãos um diamante bruto — pronto para ser lapidado.
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